Moçambique é um país cuja história foi marcada por grandes lutas, desafios e conquistas. Foram centenas de anos sob comando dos Portugueses, e depois da tão almejada independência nacional, deparou-se com uma guerra civil cujas consequências o povo moçambicano vive até hoje.
Ontem, comemoramos mais um aniversário do Acordo Geral de Paz. Muito mais do que um documento, está firmado o compromisso que o mesmo representa para todos os actores, nomeadamente: os partidos políticos envolvidos, as Organizações da Sociedade Civil nacionais e internacionais, os parceiros de apoio ao desenvolvimento do país, e o povo Moçambicano.
São exactamente 18 anos de paz. 18 anos, idade em que se considera um individuo adulto. Idade em que os pais costumam dar as chaves da casa aos filhos, não para fazerem dela uma pensão, mas para mostrar ao jovem que trata-se de uma nova etapa, uma etapa de grande responsabilidade, uma etapa em que os desafios devem ser encarados com maturidade.
Ao pensar nesta paz, nos 18 anos de paz que conseguimos alcançar, lembrei-me que este ano o país completou 35 anos de independência. Duas idades muito cruciais. Enquanto aos 18 anos saímos da adolescência para a juventude, aos 35 anos despedimos o “estatuto” de jovem e assumimos o “estatuto de “adulto. Mas então, entre os 18 e os 35 o que fazemos? Somos jovens, temos sonhos, temos responsabilidades, temos desafios e, sobretudo, temos uma missão.
Tenho acompanhado através de vários canais, um movimento de jovens, concretamente da Organização da Juventude Moçambicana, braço juvenil do partido FRELIMO, rumo à conferências Nacional, onde será eleito o Secretário-geral da Organização.
Até agora, foram submetidas 4 candidaturas à Secretário-geral, nomeadamente: Carlos Inguane, Basílio Muhate, Sérgio Matos e Manuel Formiga. O primeiro, infelizmente, faleceu, tendo-se reduzido o número para 3 candidatos, até as 12 horas de hoje.
Um dado curioso é que os três candidatos estão baseados em Maputo, dos quais 2 fazem parte dos órgãos directivos da OJM. Enquanto Sergio Matos é o actual Secretário da OJM a nível da cidade de Maputo, Manuel Formiga é Secretário para área de Administração e Finanças a nível nacional. Já, Basílio Muhate esteve na eminência de ser Secretário Geral a 5 anos atrás, tendo perdido no processo eleitoral a favor da candidatura de Patrício José, actual Secretário Geral da OJM.
Voltando a independência de Moçambique, lembro-me de ter lido que o projecto pressupunha a libertação da terra e do Homem. Infelizmente não assisti pessoalmente a proclamação da independência Nacional mas senti o calor e o sentido real do que esperava ao ver as imagens de Samora Machel, captadas no dia.
Como moçambicana, sinto-me orgulhosa do meu país, muito mudou de lá até os dias de hoje, houve grandes realizações, grandes conquistas. Entretanto, gostaria de ver muito mais dos moçambicanos, sobretudo dos jovens, e como tal, penso que a OJM tem também na sua agenda, a luta pelo desenvolvimento do país, há muito que se pensar e muito mais para fazer.
Que a “Seiva da Nação” (re)apareça, como Moçambique sempre sonhou, como Mondlane e Samora sempre idealizaram.
Cara Nilza e outros amigos,
ResponderEliminarA OJM é uma das ou senão a Organização jovem mais "velha" Pos independencia. Eu pessoalmente sinto que vao surgindo Organizacoes juvenis com programas concretos e que geram impacto no que concerne ao desenvolvimento social no nosso pais. Sinto que, a OJM ao longo dos seus anos de existencia nao apareceu muito com accoes concretas visando o desenvolvimento social. Espero que os proximos lideres façam reflectir nos seus manifestos esta questao. A OJM tem um grande potencial para isso. Uma das coisas a considerar seria o facto de a OJM estar implantada a nivel nacional ate a base. o que significa que que o jovem la na comunidade compreende melhor as preocupacoes de outros jovens, pode mobiliza-los de modo a sentarem e reflectir sobre as possiveis solucoes e ate ir resolvendo alguns aspectos que nao precisam de capital financeiro para "andar", Eu penso que a OJM pode tirar proveitos desse facto. criar um Plano Estrategico e desenhar planos sectorais a todos os niveis que possam responder efectivamente ao plano mae. Entendo que somos o braço do Partido, mas nao precisamos de concentrar 100% do nosso esforço na politica. por que nao 60 ou 70% em Accoes Concretas de Desenvolvimento? e a restante parte ficaria para politica.
Estamos juntos
Gilberto Macuacua